04 janeiro 2009

Tempo de explosão


A energia calorífica, resultante da combustão da mistura gasosa, converte-se em
energia mecânica, por intermédio dos pistões, bielas e virabrequim. O rendimento
do motor depende da quantidade de energia calorífica que é transformada em
energia mecânica.
Quanto maior for o volume da mistura de gasolina e ar admitida no cilindro e a
compressão dessa mistura, maior será a potência específica do motor. A relação
entre os volumes da mistura gasosa no cilindro, antes e depois da compressão, é
designada por taxa ou relação de compressão.
Quando a faísca da vela de ignição inflama a mistura comprimida, a explosão deve
propagar-se rapidamente, progressiva e uniformemente na cabeça do pistão que
limita a câmara de explosão. Se a taxa de compressão for demasiada elevada para
o tipo de gasolina utilizada, a combustão não será progressiva. A parte da mistura
que se encontrar mais afastada da vela de ignição vai se inflamar violentamente ou
detonará. Quando sucede tal fato, ou quando o motor tem muito avanço, costumase
dizer que o motor “grila” ou está adiantado.
Esta detonação poderá causar um aquecimento excessivo, além de perda de
rendimento e, caso persista, danificará o motor. O excessivo aquecimento, e a
diminuição de rendimento num motor pode resultar na pré-ignição (auto-ignição),
ou seja, inflamação de parte da mistura antes de soltar a faísca, devido à existência
de velas defeituosas ou de valor térmico inadequado ou até mesmo à presença – na
câmara de explosão – de depósitos de carvão que se mantêm continuamente
incandescentes. A pré-ignição, tal como a detonação, pode causar graves danos e
reduz a potência do motor.
Os motores de automóveis, em sua grande maioria, têm um ciclo de funcionamento
de 4 tempos, ou ciclo Otto. Como as válvulas de admissão e escapamento devem
abrir-se uma vez em cada ciclo, a árvore de comando que as aciona gira a metade
da velocidade de rotação do virabrequim, a qual completa duas rotações em cada
ciclo. Também existem motores de 2 tempos nos quais se dá uma explosão cada
vez que o pistão desce, ou seja, uma vez em cada rotação do virabrequim. Este
ciclo, basicamente mais simples do que o ciclo de 4 tempos, é muito utilizado em
motocicletas.



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