24 janeiro 2009

Sistema de lubrificação

A função do óleo no motor não consiste apenas em reduzir o atrito e o desgaste dos
pistões, apoios e outras peças móveis, mas também em evitar o escapamento dos
gases quentes a alta pressão, dissipar o calor da zonas quentes para o ar, através
do Carter, diminuir a corrosão e absorver alguns dos resíduos nocivos da
combustão.
O óleo encontra-se no Carter, na parte inferior do motor e é enviado por uma
bomba para os apoios principais através de um filtro. A bomba impulsiona
normalmente vários litros de óleo por minuto. A partir dos apoios principais, o óleo
segue, através dos orifícios de alimentação ou canais, para passagens abertas no
virabrequim e para os apoios (bronzinas, ou capas) das cabeças das bielas.
As paredes dos cilindros e as buchas dos pinos dos pistões são lubrificados por
aspersão de óleo que sai pelos lados dos apoios e é dispersado pela rotação da
árvore de manivelas. O óleo em excesso é retirado dos cilindros por segmentos ou
aneis raspadores existentes nos pistões e regressa ao Carter.
Um desvio do circuito principal alimenta cada um dos apoios da árvore de comando.
Em grande número de motores com válvulas na cabeça existe ainda um outro
desvio que conduz o óleo aos apoios do eixo dos balancins. O óleo retorna depois
ao Carter, onde o excesso de calor é dissipado no ar. Outro desvio alimenta o
comando da árvore de comando, por engrenagens ou por corrente e, em alguns
casos, lubrifica e pressiona o esticador da referida corrente.

Nenhum eixo se ajusta perfeitamente ao seu apoio pois, caso contrário, não
conseguiria rodar. Existe uma folga diminuta entre as superfícies (cerca de 0,07
mm nos apoios das cabeças das bielas, com 50 mm de diâmetro), formando-se no
apoio uma película de óleo na área onde a folga é maior. A rotação do eixo aspira o
óleo para o ponto de carga máxima, onde a folga é mínima, forçando o óleo a
tomar a forma de uma “cunha” entre o eixo e o apoio.
Desgaste do motor – Um fluxo insuficiente de lubrificante dará origem a um
desgaste rápido, ou gripagem, das peças móveis do motor, devido ao atrito entre
os metais. Também provocará um funcionamento deficiente do motor ao destruir as
superfícies dos segmentos ou anéis dos pistões, permitindo a passagem de gases
muito quentes.

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