10 janeiro 2009

Injeção

Num sistema de carburador, o ar aspira a gasolina, sendo a mistura resultante
distribuída pelos cilindros. Num sistema de injeção, a gasolina é introduzida sob
pressão – por meio de pequenos injetores, um para cada cilindro -, impulsionada
por uma bomba mecânica ou elétrica.
Os injetores encontram-se nos dutos de admissão, muito próximo das válvulas de
admissão. Embora a quantidade de combustível injetada e o tempo de injeção
variem com o tipo de sistema utilizado, a dosagem do combustível deve ser de
grande precisão.
No sistema de injeção verifica-se uma perfeita atomização do combustível, que
permite a sua distribuição ideal se o volume de ar que penetra em cada em cada
cilindro for o mesmo.
Neste sistema, o fluxo de ar encontra menos obstáculos do que no sistema de
carburador, já que no primeiro não existe difusor. O coletor de admissão, no
sistema de injeção, apenas conduz o ar e não intervém na mistura da gasolina
podendo, portanto, ter um formato que lhe permita dificultar o mínimo possível o
fluxo de ar, sem necessidade de criar um foco calorífico.
A injeção do combustível aumenta a potência do motor e a aceleração e pode
reduzir o consumo de combustível, uma vez que a distribuição da mistura se torna
mais eficaz. O motor responde mais rapidamente à aceleração devido ao curto
espaço de tempo que serve como mediador entre o movimento do acelerador e a
injeção do combustível
As desvantagens do sistema de injeção residem no seu elevado custo (maior que o
do sistema de carburadores) e no fato de sua assistência, embora raramente
necessária, ter de ser prestada por um especialista.

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