06 janeiro 2009

Gasolina

Os aditivos elevam o índice de octana – A gasolina deve reunir um certo número de
características para poder ser utilizada como combustível no motor do automóvel.
Deve ser volátil (isto é, deve vaporizar-se facilmente), a fim de permitir um
arranque fácil em tempo frio e um aquecimento rápido do motor sem excessiva
utilização do afogador. Contudo, não deve ser demasiado volátil para não se
vaporizar tão rapidamente que se torne antieconômica e dê origem à formação de
bolhas de vapor que podem impedir a passagem da gasolina. A gasolina deve ainda
ser resistente à detonação, que se manifesta por um ruído característico
denominado “grilar” ou batida de pino, estar isenta de impurezas e não ter
tendência para a sedimentação.


A detonação ocorre quando a gasolina apresenta um índice de octana demasiado
baixo para a taxa de compressão do motor. Praticamente qualquer falha que
provoque uma elevação da temperatura do motor acima da temperatura normal de
funcionamento indica a necessidade de utilização de gasolina com maior índice de
octana.
Riqueza da mistura – Para uma boa combustão, a proporção em peso de ar e
gasolina deve ser de aproximadamente 15:1, ou sejam quinze partes de ar para
uma de gasolina. Esta mistura permite uma combustão completa com um mínimo
de desperdício, porém, para um funcionamento econômico a uma velocidade
cruzeiro a mistura poderá ser mais pobre – 16:1.
Para maior potência (com acelerador a fundo), será necessário enriquecê-la para
12:1, e, para o arranque em tempo frio, para 1:1. Quando uma mistura é
demasiada rica pelo fato de a proporção de gasolina ser superior à adequada, ou
demasiado pobre, pode não inflamar. Se o motor “morre” por afogamento causado
por misturas demasiadas ricas, como acontece quando se utiliza em excesso o
afogador, deve-se pressionar o acelerador a fundo e ligar o motor de arranque sem
tirar o pé do acelerador até o motor pegar. Deste modo o excesso de combustível
será expulso pelo escapamento. Se, pelo contrário, o acelerador for pressionado várias vezes será mais difícil conseguir fazer que o motor pegue, pois a mistura
torna-se ainda mais rica.
A condensação da umidade ocorre no interior de todos os tanques de gasolina,
especialmente nos dos automóveis que ficam sujeitos às baixas temperaturas
noturnas após terem estado expostos ao calor do sol durante o dia. A condensação
mínima verifica-se nos tanques subterrâneos dos postos de abastecimento, pouco
afetados pelas variações de temperatura do ar.
Quando um automóvel estaciona, ao fim do dia, está normalmente quente; à
medida que arrefece, o ar contendo umidade é aspirado pelo tanque de gasolina.
Verifica-se então a condensação e as gotas de água, mais pesadas que a gasolina,
descem para o fundo do tanque, originando a sua corrosão.
É sempre aconselhável encher o tanque antes que o nível de gasolina esteja
demasiado baixo, a fim de evitar que a água ou as impurezas que eventualmente
existam no fundo sejam aspiradas pelo sistema de alimentação. Se o automóvel
tiver de permanecer parado durante muito tempo, deve-se esvaziar a gasolina da
bomba e do carburador para evitar a formação de depósitos que poderão entupir o
sistema de alimentação.
O índice de octana de uma gasolina denomina-se comparando-a com uma mistura
de dois derivados líquidos do petróleo num motor de teste de laboratório. Um dos
derivados – a isoctana – apresenta uma grande resistência à detonação, enquanto
a heptana tem uma resistência bastante menor. Diz-se que uma gasolina tem um
índice de octana de 90 se tiver as mesmas propriedades antidetonantes no motor
de teste laboratorial que a mistura de 90 partes de octana com 10 partes de de
heptana.
A taxa de compressão do motor de teste pode ser regulada enquanto este trabalha,
podendo obter-se um ponto exato de detonação para qualquer tipo de gasolina. No
Brasil as características de gasolina vendida ao público são fixadas por lei.
A gasolina consiste numa mistura complexa de hidrocarbonetos, sendo o seu índice
de octana uma das muitas características que afetam o seu nos motores; essas
características variam durante o armazenamento sendo, portanto, conveniente
recorrer a postos de gasolina de grande movimento aonde o combustível
permanece armazenado por muito pouco tempo. O índice de octana de que o motor
necessita também varia com o tempo de funcionamento e quilometragem deste,
devido à progressiva acumulação de carvão nas câmaras de explosão e outros
fatores.
É aconselhável seguir as recomendações do fabricante do automóvel quanto ao
índice de octana da gasolina a ser utilizada. Não há vantagens em usar uma
gasolina com um índice superior ao necessário, embora também não haja
desvantagens, a não ser o preço mais elevado daquela.
Formação de vapor e gelo – A alimentação de combustível ao motor pode ser
dificultada em tempo quente pela formação de vapor, que ocorre no sistema de
alimentação – quando este está demasiado quente -impedindo que a bomba
forneça o combustível ao carburador.
As vezes, a gasolina entra em ebulição na cuba do carburador após a parada do
motor, devido ao calor deste, no que resulta uma mistura demasiada rica no coletor
de admissão. Como esta dificulta o arranque, é necessário aguardar que o motor
arrefeça.
Para evitar estas dificuldades, as companhias fornecedoras de combustível alteram
a volatilidade da gasolina para que esta se adapte às variações de temperatura, no
verão e no inverno. O gelo que se forma na parte externa do carburador não causa
problemas; porém, o que se forma em seu interior pode reduzir e por vezes
obstruir as passagens do ar. O motor perde potência e “morre” quando funciona em
marcha lenta.
Consumo de combustível – A forma de dirigir influi consideravelmente no consumo
de combustível. Pode haver variações mesmo em trajetos semelhantes percorridos em dias consecutivos, devido às diferenças de velocidade e às condições do
trânsito. Um automóvel circulando em estrada a 80 Km/h poderá consumir 7 Lts.
aos 100 Km, consumo este que poderá aumentar para 11 Lts. Aos 100 Km/h. Na
cidade, onde o trânsito obriga a repetidas paradas e arranques, o consumo poderá
atingir os 14 Lts. , aos 100 Km. O consumo de gasolina, durante o primeiro
quilômetro percorrido com o motor frio, é muito superior ao consumo durante o
percurso de 1 Km com o motor quente, razão pela qual é importante aquecer o
motor tão rapidamente quanto possível.
Não é fácil calcular com exatidão o consumo de combustível; pode-se, contudo,
obter uma indicação bastante aproximada enchendo completamente o tanque antes
de uma viagem longa, após a qual se volta a encher este. Dividindo o número de
litros necessários para encher novamente o tanque pelos quilômetros percorridos,
obtém-se o consumo aproximado. Para dados mais exatos, fazer a comparação
entre os resultados de diversas viagens.
Refinação do petróleo para obtenção da gasolina – A gasolina é um dos numerosos
produtos derivados do petróleo bruto, que é destilado nas refinarias num depósito
metálico designado por torre de destilação fracionada.


O petróleo é aquecido num forno até a temperatura que garanta a vaporização de
todos os produtos a serem extraídos. À medida que o vapor sobe na coluna da torre
de destilação fracionada, vai-se condensando em níveis diferentes. A gasolina
obtida na torre de destilação fracionada tem um índice de octana baixo, pelo que
terá que ser tratada a fim de se obter um índice de octana mais elevado para
eliminar, ou pelo menos neutralizar, os elementos corrosivos ou que produzem
resíduos gomosos. Após esse tratamento, é misturada para que possa apresentar
vários índices de octana, sendo-lhe também acrescentados os aditivos que
aumentam a sua resistência à formação de gelo no carburador.O petróleo é
aquecido num forno até a temperatura que garanta a vaporização de todos os
produtos a serem extraídos. À medida que o vapor sobe na coluna da torre de
destilação fracionada, vai-se condensando em níveis diferentes. A gasolina obtida
na torre de destilação fracionada tem um índice de octana baixo, pelo que terá que
ser tratada a fim de se obter um índice de octana mais elevado para eliminar, ou
pelo menos neutralizar, os elementos corrosivos ou que produzem resíduos
gomosos. Após esse tratamento, é misturada para que possa apresentar vários
índices de octana, sendo-lhe também acrescentados os aditivos que aumentam a
sua resistência à formação de gelo no carburador.

Nenhum comentário: