20 janeiro 2009

Bobina

Uma bateria de automóvel gera 6 ou 12 volts. Contudo, é necessária uma voltagem milhares de vezes superior para se obter a faísca que inflama a mistura de gasolina e ar. È a bobina que transforma a corrente de baixa voltagem da bateria em corrente de alta voltagem necessária para as velas. A bobina de um automóvel de tipo médio fornece as velas uma corrente com tensões até 50.000 volts.
A bobina funciona segundo o principio de que, quando a corrente elétrica passa num enrolamento de fios, gera-se um campo magnético e, inversamente, quando se interrompe um campo magnético, gera-se eletricidade em qualquer enrolamento de fio dentro das linhas de força do campo magnético.



A voltagem original será aumentada se houver dois enrolamentos de fio, possuindo um deles mais espiras do que o outro. Os dois enrolamentos da bobina rodeiam um núcleo de ferro macio que concentra o campo magnético. O enrolamento primário é constituído por algumas centenas de espirais de fio relativamente grosso. Este enrolamento constitui a parte de baixa voltagem e recebe a corrente vinda da bateria.
O enrolamento secundário é constituído por milhares de espiras de fio fino (cerca de 2000 mts.). Este enrolamento constitui a parte de alta voltagem e fornece a corrente às velas. Quando se roda a chave de ignição, a corrente elétrica vinda da bateria atinge um dos terminais da bobina, atravessa o enrolamento primário e sai pelo outro terminal do mesmo enrolamento para os platinados do distribuidor.
Se os platinados estiverem fechados, a corrente passará por eles, transformando o enrolamento primário e o núcleo num eletroímã que, como tal, gerará um campo magnético. Nesse caso, a corrente completa o seu circuito através da carroceria do automóvel, voltando à bateria.



Ao abrirem-se os platinados, a correntes deixa de passar para o primário da bobina e interrompe-se o campo magnético que atravessa os milhares de espiras do enrolamento secundário. A corrente de alta tensão passa do enrolamento secundário para as velas através do distribuidor e retorna das velas para a bobina através da carroceria.



Num sistema de bobina de ignição a corrente de baixa voltagem passa da bateria para o condensador e os platinados através do enrolamento primário. O circuito completa-se com o retorno da corrente através do motor e da carroceria. A corrente de alta tensão, gerada na bobina, passa para as velas através do distribuidor.



Quando se interrompe o campo magnético, induz-se uma voltagem no enrolamento primário, suficientemente elevada para formar um arco voltaico entre os contatos dos platinados. Como, em conseqüência, os contatos queimar-se-iam rapidamente, acrescenta-se ao circuito um condensador para suprimir o arco. O condensador esta alojado dentro do distribuidor e ligado, em paralelo, ao contato dos platinados
O condensador não pode ser atravessado pela corrente, já que é formado por duas placas metálicas separadas por um isolador atuando, contudo, como depósito de energia elétrica que, de outro modo, iria provocar a formação do arco quando da separação dos contatos dos platinados.
Esta energia é descarregada no primário da bobina, produzindo um efeito de inversão que acelera a interrupção do campo magnético aumentando, deste modo, a voltagem no enrolamento secundário.


2 comentários:

Adriano disse...

boa man!

Eamm... disse...

Olá! Ótima explicação! Valeu! Tenho uma pergunta: bobina de ignição de carro tem conserto? Ou quando quebra tem que comprar uma nova? A bobina do meu Astra 2001 1.8 está falhando e não libera faíscas em um dos pistões. Se tiver conserto, como consertá-la? Obrigado!